quarta-feira, 27 de abril de 2011

Situação atual.



      A cidade cresce envolvendo o bairro que ganha novas ruas, avenidas, edifícios etc. Hoje justamente com os bairros do Recife, São José , Santo Antônio e Santo Amaro compõe a área central de uma região metropolitana que passa dos 2 milhões de habitantes. Algumas ruas tiveram seu uso totalmente modificado. Antigos sobrados residenciais transformaram-se em loja de tecido, malharias, movelarias .

      A poligonal que compõe o conjunto antigo da Boa Vista mantém entretanto o traçado urbano e tipologia característicos das ocupações antigas. O calçamento das ruas, na maioria em paralelepípedos cede lugar ao asfalto. Onde antes trafegavam bondes e pedestres harmoniosamente, hoje trafegam ônibus, automóveis e pedestres que apressadamente atravessam as ruas e avenidas.

Fonte: Material coletado no DPPC de Recife localizado no Pátio de São Pedro ,casa 25

   

Início do século XX

         Descrição de Vasconcelos Galvão (1908) sobre o bairro: "A perspectiva dessa freguesia que contém os bairros de Santo Amaro e Boa Vista propriamente dito, é muito diversa da de S. Frei Pedro Gonçalves, de Santo Antônio e São José, oferece mais encanto em tudo, por suas casas mais desafogadas e melhor arquitetadas, pelo alargamento e traçado regular das ruas pela ventilação mais livre e clima mais saudável."
"Menos comercial que as freguesias de Sto. Antônio e Rcife tem todavia muitos estabelecimentos notaveis e com certo luxo, principalmente na Rua da Imperatriz. Possuem ruas verdadeiramente belas, asseadas, de aspecto alegre e plantadas de árvores."

Século XIX - Melhoramentos Urbanos

                                                                                

         A segunda metade do século XIX é  marcado por uma fase de melhoramentos urbanos. Neste século a alta cotação do açúcar no mercado internacional, a demanda de algodão e couro representaram uma fase de grande crescimento no Recife. Foram feitos aterros, e depois a expansão da rua Formosa (atual Conde da Boa Vista). Esta fase ainda é marcada pela ampliação e consrução de equipamentos que vão impor a fisionomia do bairro: as pontes de Santa Isabel, e da Boa Vista contruídas em 1863 e 1873 respectivamente, o Hospital Pedro II (1847-1861), o Hospital de Sant Amaro (1872-1892), a praça do Conde D'Eu (atual Maciel Pinheiro) (1876), o prédio da Assembléia Provincial .

Fonte: Mterial coletado na DPPC do Recife localizado no pátio de São Pedro, casa 25

Igrejas...

      

Igreja de São Gonçalo

Igreja de Santa Cruz


Igreja Matriz da Boa Vista

        Foi durante o século XVIII eu se inicio a construção da maior parte das capelas e igrejas existentes na Boa vista. A mais antiga na área central do bairro foi a Nossa Sra. Da Conceição dos coqueiros, já existentes em 1694.Existem controvérsias onde teria sido a sua localização; se no local onde hoje está situada a Capela de Santa Cecília ou se na Igreja do Rosária da Boa vista. Ambasna Rua da conceição.
      Também no século XVII foram iniciadas a construção das igrejas de Santa Cruz(1700), São Gonçalo(1712),Nossa Sra. Da Soledade(1716), santíssimo Sacramento,atu-
al matriz da Boa vista (1784),Rosário dos pretos(1788), Igreja do Recolhimento de Nossa Sra. Da Glória (1758),Sagrada Famílai (1755).
     A construção de igrejas da a ideia do impulso que tornava esta aréa que só mais tarde viria a incorporar-se juridicamente ao Recife, sendo até o século XIX dependente da Câmara Municipal de Olinda.

Fonte: Materia coletado no DPPC do recife localizado no Patio de São Pedro, casa 25

Aterros

 Bairro da Boa Vista, anos 1930
         


         O bairro da Boa Vista é formado basicalmente por aterros, todo o trecho, às margens do Capibaribe, entre a Rua da Aurora e Rua do Hospício era formado por imensos manguezais. Tudo começou em meados do século XVIII com a construção da nova ponte da Boa Vista, daí foram feito os aterros que formam a atual Rua da Imperatriz. A conquista por mais espaços não parou por ai, outros aterros foram feitos possibilitando assim uma maior ocupação no bairro.     
          A intervenção holandesa foi decisiva para a realização desses aterros, possibilitando a ocupação dos mesmos que foram se expandindo lentamente.   Os aterros do século XIX se referiam ao melhoramento urbano, foi nessa época que o bairro deixou de pertencer a câmara muicipal de Olinda, a qual esteve ligada durante muito tempo, e foi incorporada juridicamente ao Recife. 

Fonte: Material coletado na DPPC do recife localizado no pátio de São Pedro, casa 25.

O Bairro no século XVIII...


"Está assentada esta nova e já numerosa povoação em deliciosa planície, cercada de amenas e vistosa árvores, hortas , sítios, quintais e casa de recreação.Ocupa o centro deste ameno vale, em que se acham já fundadas 1113 casa de pedra e cal e muita delas de dois sobrados, feitas em estilo moderno, sete suntuosas igrejas e seis formosas capelas."

Descrição de Loreto Couto sobre o Bairro da Boa Vista no século XVIII

Tudo começou...

Maurício de nassau

          O bairro recebe o nome de boa vista devido a Maurício de Nassau que de seu castelo admirava a visão dos sítios que se localizavam atrás de seu palácio e que hoje dão espaço ao ambiente urbano que apresenciamos.

          As informações mais remotas de construções nestas terras remetem ao século XVII e se deve à construção de uma ponte ligando a ilha de santo Antônio ao continente. Constituído basicamente de aterros que foram surgindo aos poucos, devido a moradores que passaram a se instalar nessa áres ainda desabitadas comparadas a capital da época, Olinda.

Fonte: Material coletado da DPPC do recife localizado no pátio de São Pedro, casa 25